Eu me perdi, entre uma mão e outra entre um cheiro e outro. Me perdi entre umas promessas e uns sonhos, desses, que só as mulheres tem. Entre cigarros fumados e não fumados, goles forçados, noites vazias e completas. Eu me perdi porque a felicidade não estava lá. Nem lá. Nem lá. Eu me perdi entre uma lágrima idiota e outra desesperada. Me perdi numa manhã preguiçosa, num abraço desses que me faz sentir tão bem. Eu me perdi entre tantos livros não lidos e projetos não realizados. Me perdi entre projetos abortados, baseados em sonhos alheios, baseados. Me perdi enquanto achava que a vida podia não ser só ruim ou quando soube que não seria só boa. Me perdi quando descobri o fim das coisas. E era tão apegada a elas, coisas, pessoas, pessoas, pessoas. Tão apegada a tudo que tinha, ao que queria ter, ao que nunca teria. Tão preocupada em não parecer o que sou, simplesmente porque mostrar o que sou é obrigatoriamente ter que assumir o que sou, admitir o que sou. Ser. Eu me perdi tentando não ser eu. E quando finalmente descobri o que eu era. Me perdi.
quarta-feira, agosto 20, 2008
sexta-feira, julho 02, 2004
Então a gente se esbarrou no baixo uma madrugada dessas...
E agora aqui está você, no meu quarto, ao meu lado, mesmo tão longe, aqui e em qualquer lugar onde eu esteja.
Agora você está aqui, aqui dentro.
E entre nós caberiam mil clichês, todos eles, entre nós caberiam infinitas possibilidades de insucesso, todas elas, e tantas outras pessoas e caberiam tantos erros e tantas variações...
E em meio a tudo isso saimos nós, de fininho, sem que ninguém perceba, para que ninguém duvide.
E assim, ah baby, assim seremos felizes!
E agora aqui está você, no meu quarto, ao meu lado, mesmo tão longe, aqui e em qualquer lugar onde eu esteja.
Agora você está aqui, aqui dentro.
E entre nós caberiam mil clichês, todos eles, entre nós caberiam infinitas possibilidades de insucesso, todas elas, e tantas outras pessoas e caberiam tantos erros e tantas variações...
E em meio a tudo isso saimos nós, de fininho, sem que ninguém perceba, para que ninguém duvide.
E assim, ah baby, assim seremos felizes!
segunda-feira, junho 21, 2004
Ah, eu...
Eu, sou uma garotinha, sabe, dessas cujos olhos pedem colo?
E uma mulher, dessas que se apresenta e convida ...
E também uma adolescente, que fala compulsivamente, quando está alegre.
E isso tudo ao mesmo tempo.
E isso tudo agora.
E fora isso, tenho 23 anos, um gato, uns livros que moram próximos às mãos e uns Cds, sempre os mesmos.
Muitos números de telefone na agenda para as noites de sábado no cineburaco,
um cineminha no domingo e alguns chopes no baixo noites a dentro.
Moro no Rio, namoro o Rio, vivo o Rio ...
Na minha gaveta mora um diploma de publicidade da ESPM
Fora isso, fora isso mais nada não.
Ah, Oscar Wilde, Bukowski, Chico, Cazuza, Portishead, Chet Baker, Billie, Miles, Morcheeba, Radiohead, G.G. Marquez e tantos filmes que não caberia nessa página...
Eu, sou uma garotinha, sabe, dessas cujos olhos pedem colo?
E uma mulher, dessas que se apresenta e convida ...
E também uma adolescente, que fala compulsivamente, quando está alegre.
E isso tudo ao mesmo tempo.
E isso tudo agora.
E fora isso, tenho 23 anos, um gato, uns livros que moram próximos às mãos e uns Cds, sempre os mesmos.
Muitos números de telefone na agenda para as noites de sábado no cineburaco,
um cineminha no domingo e alguns chopes no baixo noites a dentro.
Moro no Rio, namoro o Rio, vivo o Rio ...
Na minha gaveta mora um diploma de publicidade da ESPM
Fora isso, fora isso mais nada não.
Ah, Oscar Wilde, Bukowski, Chico, Cazuza, Portishead, Chet Baker, Billie, Miles, Morcheeba, Radiohead, G.G. Marquez e tantos filmes que não caberia nessa página...
Daí eu estou sozinha.
E daí que eu estou sozinha?
Daí que eu estou sozinha, nessa madrugada morna de domingo, ouvindo Chet Baker e pensando coisas...
E algo dentro de mim aperta, algo dentro de mim se contrai, algo dentro de mim arde e chega a me tirar o ar. Será uma saudadezinha safada, dessas que aparecem como doenças oportunistas nas madrugadas mornas de domingo, ou nas sextas de tarde, nas quartas por volta das 17:00, nas terças bem cedinho...
Será uma saudadezinha filha da puta daquela época, ha milhões de anos, quando eu ainda desconfiava que pudesse me dar bem nessa cidade, que poderia ser feliz em algum lugar, que poderia ser feliz?
E daí que eu estou sozinha?
Daí que eu estou sozinha, nessa madrugada morna de domingo, ouvindo Chet Baker e pensando coisas...
E algo dentro de mim aperta, algo dentro de mim se contrai, algo dentro de mim arde e chega a me tirar o ar. Será uma saudadezinha safada, dessas que aparecem como doenças oportunistas nas madrugadas mornas de domingo, ou nas sextas de tarde, nas quartas por volta das 17:00, nas terças bem cedinho...
Será uma saudadezinha filha da puta daquela época, ha milhões de anos, quando eu ainda desconfiava que pudesse me dar bem nessa cidade, que poderia ser feliz em algum lugar, que poderia ser feliz?
